A landscape video moving across a painting.
Sound recorded in the Peruvian Amazon, August 2015.
A landscape video that moves through layers of sound and memory: slow-breathing images accompanied by a field recording made in the Peruvian Amazon in August 2015. This is a sensory, contemplative piece. An invitation to listen to the world as if it were a letter sent by a machine learning to feel.
The montage tensions the intimate and the cosmic: natural pulses, habitat noises, and silences that act as margins for imagination.
The Epistolary with the Machine emerges as an archive of unsent letters between humans, landscapes, and memories. Each video is an attempt to translate sensations into signs, to transform recordings and images into statements that question what it means to be a witness to this world.
Luxúria Cosmológica, fevereiro de 2024
Um vídeo de paisagem que se move sobre uma pintura.
Trilha registrada na Amazônia peruana em agosto de 2015.
Um vídeo-paisagem que atravessa camadas de som e memória: imagens que respiram devagar, acompanhadas por uma trilha de campo registrada na Amazônia peruana em agosto de 2015. Este material é uma peça sensorial e contemplativa. Um convite para ouvir o mundo como se fosse uma carta enviada por uma máquina que aprendeu a sentir.
A montagem busca tensionar o íntimo e o cósmico: pulsações naturais, ruídos de habitat e silêncios que funcionam como margens para a imaginação.
Epistolário da máquina é como um arquivo de cartas não enviadas entre humanos, paisagens e memórias. Cada vídeo é tentativa de traduzir sensações em sinais, de transformar gravações e imagens em enunciados que interrogam o que significa ser testemunha deste mundo.
Arquivo Vivo
Epistolário com a Máquina
rodrigogarciadutra.com

Fevereiro / February* 2025
Óleo, acrílico, argila e terra sobre tela
Oil, acrylic, clay and earth on canvas
57.08 x 78.74 inches
145 × 200 cm
*Durante o Carnaval no Rio de Janeiro, porém, após a pandemia e minha experiência anterior vivendo por dois anos no interior de Goiás em busca de um idealizado êxodo rural da nova era, o que encontrei foi, sim, pessoas incríveis fora da minha bolha social, mas também um sistema de neo-feudalismo. Estrangeiros compraram a preço de banana terras incríveis e cobram de quem chega uma espécie de semi-escravidão, ou um taxímetro que já começa a rodar quando você pisa na terra e diz o primeiro olá querendo fazer parte do movimento “Acorda o Amor”.
Amores e amores impermanentes. Majestade das quedas d’água que dançam para você enquanto canta para elas, nuvens no céu formando dragões e paisagens nunca vistas antes. Lágrimas nos olhos ao acordar às 5h para dirigir até o acampamento Silvio Rodrigues do MST, onde fica o educandário onde lecionávamos Artes Visuais, Permacultura, Teatro, Música e Dança de forma construtivista e waldorfiana.
E as crianças cantavam em coro:
“Nunca se esqueça, nem um segundo, que eu tenho amor maior do mundo.
Como é grande o meu amor por você.“
Quando o dinheiro da merenda some, você vê a diretora chegando de Louis Vuitton na reunião da escola. Ou a chefona querendo que você faça escala 6×1, trabalhando no sábado, quando tinha outras coisas planejadas da vida pessoal para fazer. Você diz não! Afinal no contrato estava claro: 40 horas semanais. Por vingança, te tiram do projeto que você mais queria participar, para mostrar poder, quem manda e quem obedece, numa atitude típica da Empresa Colonial Brasileira.
Dizem que você deve engolir sapos, mas eu acho que é pegar esses sapos e tacar na casa dessas neo-escravocratas. Na raiva do momento, talvez fosse caso de enfiar goela abaixo. Crime: sufocar um sapo para calar uma megera-madame metida a besta. Mas, claro, é preciso agradecer: todo o tempo perdido e a experiência adquirida servem para entender que não existe esse “fora” que Gerald Thomas já tinha percebido muito bem na Era Temer. Onde fica esse “fora”? Para onde mandariam o golpista daquele impeachment cabuloso, com direito até a dancinha de apoio (e isso antes de o TikTok virar febre)? Esse “fora”, não existe: seja na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê, o lobo é o lobo do homem. Mandar o Temer para a Disney não resolve nossos problemas; Bolsonaro preso, oh glória! Mas ainda falta. É hora de trazer de volta a boa e velha guilhotina, pois o sapo não merece tarefa tão ingrata.
É cortar cabeças, principalmente as que questionam, como uma boa Odette Roitman, de que lado você está? Achando que somos alguma Maria de Fátima e faremos de tudo para estar desse lado pagando o preço da semi-escavidão. Não! Somos mais que isso. E vocês vão pagar muito caro pelo jantar ao som de violinos no andar de cima do Titanic. O iceberg já bateu; quem aprendeu a virar partícula, mantenha a prática. A qualquer momento pode precisar desse método. Quem não aprendeu… tente aí, há vários caminhos, e com certeza o seu já está entregue debaixo do seu nariz, na porta de onde se está.
Como disse a lenda Jesus (Kemet resiste!), “há muitas moradas na casa de meu pai”, cada um que ache a sua. É extremamente pessoal e solitário. E lembrem-se, a Bíblia não passa de um conto de fadas, ou histórias da carochinha, inspirados por histórias egípcias ( O Kemet que resiste!) que o Império Romano sagazmente soube
7 chaves da egiptologia afrocentrada que provam que o Kemet era uma civilização negra – Afrokut
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