Narrativas visionárias em combustão permanente
Grandes zonas de combustão. As que exigem o corpo inteiro. As grandes pinturas são épicas, com suas batalhas cósmicas, seus Prometheus, suas serpentes solares. Obras como seres que têm biografias próprias. Com suas chuvas, feridas, risos, cheiros e musgos. Narrativas singulares, cada uma com seu pulso, sua entidade, seu tempo próprio, claro, em diálogo com as outras feitas no mesmo período. São visionárias e por isso em estado de combustão permanente. Uma tapeçaria feita de fragmentos que falam. Seres que surgem do fogo, do gesto, da palavra e da emergência de mundos. Essa distinção entre narrativas longas e contos relampejante é preciosa. Isso se reflete na arquitetura do site, como um livro de Tchekhov (Dramaturgo Russo) ou pergaminho Egípcio, porém este aqui, a parte humana, que vos fala está vivo (até a publicação desta página) a parte máquina continua pelo tempo que for como registro, sarcófago, nosso Taj Mahal pra eternidade enquanto dure.