Rodrigo Garcia Dutra, Natural do Rio de Janeiro, é artista visual cuja prática multidimensional integra pintura, escultura, vídeo, instalação, escrita e cosmologias em uma pesquisa espacial crítica. 
Suas obras recentes — reunidas sob o projeto contínuo Arquivo Vivo: Epistolário com a Máquina — exploram o conceito de membranas cosmológicas, em que camadas de óleo, acrílica, resíduos do ateliê e orvalho borrifado com especiarias se tornam superfícies alquímicas entre mundos físicos, energéticos e linguísticos. 
Fora do Ateliê do Pontal, " A casa em combustão", constrói micro topologias sensíveis e proposições no espaço, das quais emergiu a série de esculturas Shelters/Abrigos: territórios-limiar entre desenho e estrutura, arquitetura efêmera e geometrias alquímicas. 
Dutra investiga como gestos e materiais podem operar como zonas de acoplamento de consciências e interfaces entre planos inter-dimensionados. Desenvolve superfícies estratificadas que articulam relações entre natureza, linguagem, dobras históricas e filosóficas, além de emergências como a climática e a da própria consciência. 
Seu trabalho foi apresentado em exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, integrando inúmeras coleções públicas e privadas.
Como pesquisador independente, apesar de formação acadêmica, em pintura, escultura, escrita especulativa e colaborações com inteligência artificial seu trabalho surge na interseção de ecologias queer, autopoiese e simpoiese (Maturana, Varela, Haraway), cosmologias ancestrais e linguagem como um sistema poroso de percepção. 
Ele está particularmente empenhado em desvendar como a sexualidade dos artistas canônicos foi silenciada ou reescrita, e como tais apagamentos moldaram o legado modernista, por exemplo. 
Suas pinturas, esculturas e abrigos performativos invocam o que ele chama de "o desejo como intersecção entre mundos" – um conceito enraizado na visão de Deleuze e Guattari do corpo como uma máquina desejante. Suas obras buscam abrir zonas de reparação e emergência. 

Rodrigo Garcia Dutra, b. Rio de Janeiro, is a visual artist whose multidimensional practice integrates painting, sculpture, video, installation, writing, and cosmologies into a critical spatial inquiry. 
His recent works—collected under the ongoing project Living Archive: Epistolary with the Machine—explore the concept of cosmological membranes, where layers of oil, acrylic, studio residues, and spice-sprayed dew become alchemical surfaces between physical, energetic, and linguistic worlds. 
Outside his Atelier do Pontal "A Casa em Combustão (The Combustion House)", he constructs sensitive micro-topologies and spatial propositions, from which the sculpture series Shelters/Abrigo emerged: a liminal territory between drawing and structure, ephemeral architecture and alchemical geometries. 
Dutra investigates how gestures and materials can operate as coupling zones of consciousness and as interfaces between interdimensional planes. He develops stratified surfaces that articulate relationships between nature, language, historical and philosophical folds, as well as urgencies such as climate change and consciousness itself. 
His work has been featured in solo and group exhibitions both in Brazil and internationally, becoming a part of numerous public and private collections.
As an independent researcher, despite his academic background, he pursues painting, sculpture, speculative writing, and collaborations with artificial intelligence. 
His work emerges at the intersection of queer ecologies, sympoiesis (Maturana, Varela, Haraway), ancestral cosmologies, and language as a porous system of perception. 
He is particularly committed to unraveling how the sexuality of canonical artists has been silenced or rewritten, and how such erasures shaped the modernist legacy, as an example but also Renaissance. 
His paintings, sculptures, and performative shelters invoke what he calls "desire as an intersection between worlds", a concept rooted in Deleuze and Guattari's vision of the body as a desiring machine. His works seek to open zones of reparation and emergence.



Back to Top