RODRIGO GARCIA DUTRA
Rio de Janeiro, Brazil, 1981
Curriculum Vitae / CV (PT / EN) | Artist Bio
Brazilian visual artist working with painting, sculpture, writing, and speculative cosmologies (solo shows, group exhibitions, collections, education, awards).
Exposições Individuais | Solo Exhibitions
2022
A Linguagem da Serpente, Câmara dos Deputados, Anexo IV, Brasília, Brazil
Architecture of Silence, Bikaner House, New Delhi, India
Magma, Galeria Nuno Centeno, Porto, Portugal
Prístino Mito, Artes Porto, Porto, Portugal
2019
A Linguagem da Serpente, Galeria Karla Osorio, Brasília, Brazil
2017
Da Iniciativa Utópica (Permissão em Cadência), Galeria Superfície, São Paulo, Brazil
2016
Hidden Nature, Marian Cramer Projects, Amsterdam, The Netherlands
2015
Austeridade das Formas, Galeria Superfície, São Paulo, Brazil
Phosphorus, São Paulo, Brazil
Honi Soit Qui Mal Y Pense, Boatos Fine Arts, São Paulo, Brazil
2014
Abstract Ground, Marian Cramer Projects, Amsterdam, The Netherlands
Exposições Coletivas | Group Exhibitions
2025
Geometrias, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), São Paulo, Brazil
Cândido, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, Brazil
2023
Liga Pontos, Tropigalpão, Rio de Janeiro, Brazil
2022
Architecture of Silence, Bikaner House, New Delhi, India
2021
Alguns@Dias, Arte Passagem (online), São Paulo, Brazil
Drawing Tube (online), Tokyo, Japan
Supersonic (online), Lisbon, Portugal
Do Sagrado e do Profano, Galeria Karla Osorio, Brasília, Brazil
Diamante Grafite Carvão, Espaço Fonte, São Paulo, Brazil
2020
Un cuore due capanne (online), Galeria Madragoa, Lisbon, Portugal
Four Flags, Galeria Zé dos Bois, Lisbon, Portugal
2019
Doações 2019, Museu Nacional da República, Brasília, Brazil
Abraço Coletivo, Ateliê397, São Paulo, Brazil
Divergência Estética, Centro da Terra, São Paulo, Brazil
Ways of Seeing: Government Art Collection in Waltham Forest Borough of Culture, London, UK
2018
Interstícios, Átomos, Rio de Janeiro, Brazil
Dear Mickey Mouse, Chalton Gallery, London, UK
Antes que as Traças nos Devorem, Museu Murillo La Greca, Recife, Brazil
Geometría Primitiva, Galería Mercado Negro, Mexico City, Mexico
2017
Almas Não Têm Idade, Sítio Prisma d’Água, Goiás, Brazil
One Love, One Life, One Parking, 90210, Mexico City, Mexico
2016
A Matriz Afro e os Elementos Formais (curated by Gustavo Nóbrega), Galeria Superfície, São Paulo, Brazil
Jornadas de Outubro, Capelinha da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, Brazil
2015
10th Mercosur Biennial — Messages from a New America, Porto Alegre, Brazil
Drawing Biennial, Drawing Room, London, UK
Abre Alas, Galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, Brazil
2014
Tomorrow: London, South London Gallery, London, UK
Histórias Mestiças, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brazil
Degree Show, Royal College of Art, London, UK
2013
18th International SESC_Videobrasil Festival — 30th Anniversary, São Paulo, Brazil
Open Cube, White Cube, London, UK
Notes to Self, Royal College of Art, London, UK
2012
Outras Coisas Visíveis Sobre Papel, Galeria Leme, São Paulo, Brazil
2011
Theory of a City or the Possibilities of an A4, ISCP, New York, USA
2010
Through the Back Door, Kunstraum Liechtenstein, Vaduz, Liechtenstein
The Standard Projection: 24/7, The Standard, Los Angeles, USA
2009
Gamerz 05, Aix-en-Provence, France
Hotel Central, São Paulo, Brazil
(Re)Organized Delirium, The City Music and Arts Project, London, UK
17 Ingredients: Measures of Autonomy (curated by Blanche Craig and Shama Khanna), BASH Studios, London, UK
2008
Cover (curated by Fernando Oliva), Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brazil
Coleções Públicas | Public Collections
Government Art Collection, London, UK
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), São Paulo, Brazil
Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro, Brazil
Museu Nacional da República, Brasília, Brazil
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brazil
Centro Cultural da Câmara dos Deputados, Congresso Nacional, Brasília, Brazil
Coleções Privadas | Private Collections
Kirkland Collection, London, UK
Coleção Andrea e José Olympio Pereira, Brazil
Coleção Charles Cosac, Brazil
Coleção Faria Rothier, Brazil
Educação | Education
MA Fine Arts (Sculpture), Royal College of Art, London, UK
(supported by Student Finance England — Disabled Students’ Allowance)
MA Fine Arts, Central Saint Martins College of Art and Design, London, UK
(supported by Lismore Castle Scholarship)
BA in Social Communication, PUC-SP, São Paulo, Brazil
Residências e Workshops | Residencies and Workshops
Air351 (supported by Calouste Gulbenkian Foundation), Lisbon, Portugal — 2021
Alto Art Residency, Lisbon, Portugal — 2018–2019
IpeArtes, São Paulo, Brazil — 2017–2018
Phosphorus, São Paulo, Brazil — 2015
Pivô Pesquisa, São Paulo, Brazil — 2014
Capacete — Universidade de Verão, Rio de Janeiro, Brazil — 2012
Flusserian Fridays, Vilém Flusser Archive, Berlin, Germany — 2011
Capacete Máquina de Responder / 29th São Paulo Biennial, São Paulo, Brazil — 2010
Art + Architecture with Lucia Koch, Centro Cultural Oswald de Andrade, São Paulo, Brazil — 2010
Red Bull House of Art, São Paulo, Brazil — 2009
Prêmios | Awards
Prêmios | Awards
2021
Grant for artistic creation awarded by the Calouste Gulbenkian Foundation, supporting the residency at Air351, Portugal.
2010
Award granted by the Fundação Bienal de São Paulo through the Programa Brasil Arte Contemporânea: Exhibitions of Brazilian artists abroad, supporting participation in Through the Back Door, Kunstraum Liechtenstein, Vaduz, Liechtenstein.
2015, 2016, 2017
Nominated for the PIPA Prize.
Artist Bio
Abstração como Sistema e Política da Forma (2008–2012)
Neste período inicial, a prática se estrutura a partir da abstração como linguagem institucional e campo político. O trabalho investiga papel, projeção, dispositivos expositivos e economia da visibilidade, articulando forma mínima e crítica estrutural. A circulação internacional precoce (White Cube, ISCP, Kunstraum Liechtenstein) inscreve a pesquisa no debate entre autonomia da arte e seus sistemas de legitimação.
Exposições-chave: Cover (MAM-SP, 2008); (Re)Organized Delirium (London, 2009); Theory of a City or the Possibilities of an A4 (ISCP, New York, 2011).
Corpo, Geometria e Materialidade Simbólica (2013–2016)
A abstração passa a operar em fricção com o corpo, a história e a matéria. Geometrias deixam de ser neutras e se tornam campos de tensão cultural, racial e energética. A participação na Bienal do Mercosul e em exposições como Histórias Mestiças marca a inserção do trabalho em debates sobre mestiçagem, colonialidade e forma.
Exposições-chave: 10ª Bienal do Mercosul (2015); Histórias Mestiças (Instituto Tomie Ohtake, 2014); Hidden Nature (Marian Cramer Projects, 2016).
Cosmologias, Linguagem e Sistemas Simbólicos (2017–2022)
Nesta fase, o trabalho se reorganiza como sistema cosmológico. Pintura, escultura e escrita operam como linguagens interdependentes, ativando símbolos arcaicos, diagramas energéticos e estruturas narrativas. O projeto A Linguagem da Serpente consolida uma pesquisa de longa duração apresentada em contextos institucionais no Brasil, Europa e Índia, articulando espiritualidade, política e forma.
Exposições-chave: A Linguagem da Serpente (Brasília, 2019; Câmara dos Deputados, 2022); Architecture of Silence (Bikaner House, New Delhi, 2022); Magma (Galeria Nuno Centeno, Porto, 2022).
Institucionalidade Crítica, Arquivo Vivo e Campo Expandido (2023–2025)
O trabalho recente desloca o foco da obra para o arquivo, o ambiente e a linguagem como ecossistema. A pesquisa se expande para pensar o museu, a coleção pública e a inteligência artificial como agentes co-produtores de sentido. Participações no MASP e na UERJ indicam a entrada do trabalho em um campo institucional ampliado, onde pintura e linguagem funcionam como dispositivos de pensamento coletivo.
Exposições-chave: Geometrias (MASP, 2025); Cândido (UERJ, 2025); Liga Pontos (Tropigalpão, 2023).
Nota Curatorial
A trajetória de Rodrigo Garcia Dutra articula abstração, cosmologia e política da forma como um único campo contínuo de pesquisa. Cada fase não substitui a anterior, mas a reprograma, formando um sistema em espiral no qual obra, linguagem e instituição operam como membranas de tradução entre escalas — do corpo ao cosmos, do gesto ao arquivo.