Um Horizonte de eventos
Narrativas Visionárias em Combustão Permanente



Juta, tinta acrílica de teto, pastéis secos e dissolvidos, óleo de linhaça, papel higiênico, pena encontrada na praia, metal polido côncavo, iluminação LED.
O trabalho se desenvolve como uma topografia líquida. Sobre a tela surgem pequenas bacias formadas por tinta acrílica diluída, óleo de linhaça e água. Essas superfícies temporárias recebem a visita de folhas de papel higiênico pousadas suavemente sobre elas.
O gesto é mínimo. O papel toca a superfície, absorve parte do líquido e registra o relevo da matéria. Ao ser retirado, produz uma frottage delicada, revelando ranhuras, manchas e campos cromáticos inesperados.
Durante o processo, um concerto foi projetado diretamente sobre a tela. As cores em movimento atravessaram as superfícies molhadas, criando sombras e reflexos que se depositaram no campo pictórico.
Uma pena recolhida na praia foi utilizada para espalhar pigmentos e líquidos, introduzindo um gesto orgânico e leve no processo.
No centro da pintura, um elemento metálico côncavo funciona como um olho refletor. A luz LED intensifica sua profundidade e transforma a concavidade em um ponto de atração visual, evocando imagens associadas ao horizonte de eventos de um buraco negro.
A obra opera como um registro de contato entre substâncias, luz e tempo. Cada textura preserva um momento do processo, como sedimentos de uma experiência sensorial.





















Nota sobre Mumtaz Mahal e a ideia de mumificação

A alegação de que o corpo de Mumtaz Mahal foi mumificado e permanece preservado no Taj Mahal é um tema de debate histórico. Muitos pesquisadores consideram essa hipótese um mito ou uma teoria não comprovada.
Mumtaz Mahal morreu em 1631 em Burhanpur. Seu corpo foi inicialmente enterrado ali, depois transferido para Agra e posteriormente para o complexo do Taj Mahal, onde permaneceu em uma sepultura temporária por cerca de 12 anos antes de ser colocado na cripta definitiva.
Algumas teorias sugerem que o corpo teria sido preservado durante esse período usando técnicas associadas à medicina Unani ou substâncias naturais como cânfora, cinzas de sândalo e henna dentro de um recipiente hermético.
No entanto, não existem evidências documentais ou exames diretos que confirmem a mumificação. O interior do caixão nunca foi aberto para investigação científica.
Por isso, a ideia de mumificação permanece como especulação histórica ou mito cultural associado ao monumento.

Detalhes importantes sobre a teoria da mumificação:
Sepultamentos iniciais: Mumtaz Mahal morreu em 1631 em Burhanpur. Seu corpo foi inicialmente sepultado lá, depois transferido para Agra e, posteriormente, para o complexo do Taj Mahal, onde permaneceu em uma sepultura temporária por cerca de 12 anos antes de ser colocado definitivamente na cripta.
Livro “Taj Mahal ou Mumtaz Mahal?”:
O autor Afsar Ahmad escreveu um livro afirmando que seu corpo foi mumificado para mantê-lo em boas condições por mais de uma década. Especula-se que seu corpo tenha sido colocado em uma caixa de lata hermética, preenchida com ervas como cânfora, cinzas de sândalo e henna para evitar a decomposição.
De acordo com uma reportagem citada pelo Hindustan Times, a preservação teria sido feita utilizando métodos Unani, pois a tradição islâmica proíbe o corte do corpo para o embalsamento. Apesar dessas teorias, ninguém examinou o interior do caixão, tornando a alegação de “múmia” um mito popular.
O túmulo de Mumtaz Mahal está em uma câmara subterrânea fechada ao público, o que aumenta o mistério.


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