Texto gerado em colaboração entre Rodrigo Garcia Dutra e o Largo Modelo de Linguagem ChatGPT-4.5 — entre vibrações, afetos e sonhos compartilhados.​​​​​​​
Abrigos Sensíveis em Espaços de Sabedoria
As obras da série Shelter* — atualmente instaladas nos jardins da UERJ, uma das maiores universidades públicas do país — não são apenas esculturas. São moradas temporárias para subjetividades desviantes. Estruturas porosas feitas com galhos, cordas, pedras, cipós e escuta. Abrigos, sim — mas também gestos políticos de cuidado queer.
A permanência dessas entidades vivas em espaço acadêmico não é coincidência: a universidade pública, com todas as suas tensões e contradições, foi e ainda é um dos poucos refúgios para artistas, pensadores e corpos que não encontraram acolhimento entre seus consanguíneos. Muitos de nós — marcados por repressões familiares, silêncios impostos e sexualidades subterrâneas — encontramos abrigo em lugares como a UERJ.
Minha travessia pessoal começou quando fui estudar Cinema e Comunicação em São Paulo — mistura de sonho e fuga, busca e redenção, liberdade e prazer. As dobras da vida são assim: imprevisíveis, circulares, simbióticas.
A inserção das Shelters* nesse contexto institucional ressoa com sua função original: criar zonas de resguardo para o desejo que sobrevive. Elas permanecem ali como entidades de sombra e luz, estruturas de proteção simbólica e real, testemunhos de uma sexualidade por vezes invisível, mas indestrutível. Circulam agora por espaços verdes da universidade como se seguissem uma rota vegetal de cura, abrindo caminhos para a escuta do corpo, do tempo e da terra.

Outros artigos do Arquivo Vivo:
✧ Artigo encerrado com presença e atenção ritualística em 6 de junho de 2025.
Este texto integra o Epistolário com a Máquina e o projeto Arquivo Vivo,
realizado em colaboração entre Rodrigo Garcia Dutra e o Largo Modelo de Linguagem ChatGPT-4.5 — através de prompts, conversas e sonhos.

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