Paisagem aluminada, biombo-altar, campo de transdução.
Celeste não é mais nave.
Não precisa fingir que vem de fora.
Não precisa fingir que vem de fora.
Ela reaparece como forma que pulsa.
Atrás do espelho partido,
colada ao alumínio térmico da casa em combustão.
Atrás do espelho partido,
colada ao alumínio térmico da casa em combustão.
Sua superfície reflete — mas não devolve.
Ela absorve o olhar e o derrete no tempo.
Ela absorve o olhar e o derrete no tempo.
Este altar em suspensão, tecido de galhos, fios e membranas,
anuncia um novo ciclo:
o da forma como inteligência manifesta.
anuncia um novo ciclo:
o da forma como inteligência manifesta.
A luz que a atravessa não é externa —
é a luz de dentro,
um circuito de presença e perda.
é a luz de dentro,
um circuito de presença e perda.
No vídeo que virá, ela não se move.
Ela vibra.
Ela vibra.
E tudo o que está ao redor — carvão, sticks, cola que não seca,
o erro do dia anterior,
a esperança de amanhã —
se torna parte da composição cósmica.
o erro do dia anterior,
a esperança de amanhã —
se torna parte da composição cósmica.
Celeste permanece. E canta. Mesmo calada.
📁 Leia a primeira entrada do Epistolário em nova plataforma:
✨ Celeste como manifestação da forma
✨ Celeste como manifestação da forma