Flashes no sentido elétrico, nervoso, quase sináptico, registros, descargas. Campo de força, dobra de tempo, conexão entre linguagens: arte, física, botânica, desejo, inspiração, instinto, tecnologia, intuição. Práticas que não se encaixam em um único gênero ou disciplina porque elas próprias produzem novas disciplinas, novos regimes sensoriais, epistemológicos.



Arte que atua como sistema nervoso expandido afetando e sendo afetada por materiais, territórios, histórias, algoritmos. Pintura não é mais suporte, é membrana viva; escultura é antena; corpo é ritual; dado é oráculo; imagem é dobra de realidade, e sexo é a expressão mais íntima de linguagens secretas do universo, como a gravidade, que é mais que força, é geometria. Desenho, caule, estigma, ovário, orvalho, “orvario” semeando novos mundos… Não é exposição, é tec-tônica.
Arte transversal não representa — ela reprograma. São feixes, rizomas, partículas de mundos por vir. A prática não se explica: ela vibra, pulsa, contamina.




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